História da Câmara

História da Câmara de Carlos Barbosa
O Município de Carlos Barbosa emancipou-se de Garibaldi, através da Lei Estadual nº 3.831 de 25 de Setembro de 1959, sancionada pelo então Governador Leonel de Moura Brizola.

A Câmara de Vereadores foi instalada junto do Município em 1° de janeiro de 1960, no mesmo prédio em que havia se estabelecido a Prefeitura Municipal, em uma área construída de aproximadamente 120 m², localizado na esquina entre as ruas Buarque de Macedo e Borges de Medeiros. 

Os primeiros vereadores foram eleitos em 20 de dezembro de 1959, sendo eles Ampélio Carlotto, Assunto Dalcin, Delvino Chies, Evaldo Loose, Hortenilo Salvi, Reinaldo Chies e Verdolindo Ângelo Guerra. Na oportunidade, também ocorreram as eleições para o Executivo, sendo eleitos como Prefeito e Vice-Prefeito, José Chies e Ernesto Antônio Carlotto.

Sendo assim, inicialmente a Câmara foi composta por sete vereadores. No entanto, já possuiu outras composições, com nove (1973-1983; 1989-2012) e onze vereadores (1983-1988; 2013-2020), Legislatura 2025 – 2028 conta com 9 vereadores, devido a aprovação da Lei Orgânica nº 1 de 2020.

Evaldo Loose foi o primeiro presidente do Legislativo barbosense e em 1998 recebeu uma homenagem, tendo o Plenário da Câmara de Vereadores recebido seu nome através da Lei Municipal n° 1.244/1998.

No ano de 1982, com a mudança da sede da Prefeitura, para o local em que ainda hoje se encontra instalada, o Legislativo passa a ocupar espaço no novo prédio. Somente em 1998, a sede do Poder Legislativo voltou a estar localizada no prédio da rua Buarque de Macedo, que até então teria abrigado o Fórum do Município.

Ao longo dos anos, a Câmara sofreu algumas intempéries, como o incêndio, ocorrido em outubro de 2005, que danificou parte do histórico e da documentação da Casa do Povo. Nesta época, até a finalização da reforma do prédio, o Legislativo esteve instalado junto à Prefeitura Municipal e as sessões foram realizadas no Colégio Santa Rosa.

Há muito se pensava em um espaço mais amplo que pudesse oferecer acessibilidade e comportar as necessidades da Câmara de Vereadores. Então, no ano de 2006, o então Presidente Terenciano Steffani, procedeu com a aquisição de uma área de terras com mais de 2.000 m².

O projeto arquitetônico para a sede foi definido através de um concurso realizado no final de 2009. Eram duas propostas, que passaram por avaliação de comissão técnica, por votação popular e audiência pública. No entanto, como o valor da obra apresentado pela empresa ganhadora ultrapassava a meta estabelecida pelo edital, o resultado do concurso foi anulado após ser alvo de sindicância em 2011 e ser investigado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) em 2013.

Em 2014, o Presidente Luciano Baroni retomou os estudos para a construção da sede da Câmara de Vereadores, tendo inclusive, apresentado novo projeto, elaborado por servidores da Prefeitura. No entanto, a obra que teria início no ano seguinte foi adiada, quando encontrava-se em processo de licitação. Na época, considerando o momento de cautela na aplicação de recursos, o Presidente David Bampi e os demais vereadores decidiram por abrir mão dos recursos previstos para a construção, no montante de R$2.200.000,00 (2 milhões e 200 mil reais). Os vereadores sugeriram que o valor fosse investido em educação, saúde e segurança.

No ano de 2016, a Câmara passou a receber diversos apontamentos da Defensoria Pública: sua sede não apresentava acessibilidade, e do Corpo de Bombeiros, por não apresentar PPCI (Plano Preventivo Contra Incêndios). Situação que por diversas vezes impossibilitou ou dificultou o acesso dos cidadãos barbosenses à Casa do Povo.